BRASILEIROS NO EXTERIOR: 10 ORIENTAÇÕES DE UMA PSICÓLOGA PARA ENFRENTAR A SOLIDÃO

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Decidir morar fora do seu país de origem, longe de pessoas queridas, deixando para trás toda uma vida para (re)começar em um lugar distante não é fácil.

Mesmo sendo uma escolha pensada em favor da realização pessoal e/ou profissional é uma decisão difícil que traz muitas dores e vazios, sentimentos com os quais será preciso lidar.

Morar no exterior tira o indivíduo da sua zona de conforto e muitos serão os motivos que darão origem ao sentimento de solidão, e vai ser preciso saber lidar com ela.

A solidão pode estar vinculada a angústia, pois a experiência de solidão torna-se angústia quando constata-se a falta do Outro, neste caso, quem deixamos para trás. Assim, a solidão passa a ser considerada um sintoma, acentuando ainda mais a distância que separa o sujeito dos seus laços sociais e afetivos.

A solidão é um desses sentimentos.

 

A VIDA NOVA:
SOLIDÃO E AUTOCONHECIMENTO

 

O primeiro ponto é lembrar que solidão não é completamente ruim, pois são nesses momentos que percebemos e refletimos sobre as muitas coisas boas deixadas para trás, suscitando a saudade. Neste sentido alguns autores consideram a solidão como sendo um estado de humor, um feeling ou, mais propriamente, um afeto.

Estar só pode ser muito benéfico e prazeroso para muitas pessoas, pode ser um momento de inspiração, de fazer a leitura daquele livro interessante, de ouvir sua música predileta, de reviver lembranças e, até mesmo, de criar laços. E morar no exterior dá essa chance de contato consigo mesmo.

A ideia de utilizar os momentos de solidão para criar laços está de acordo com os ensinamentos de Lacan, quando este diz que a solidão é um sintoma favorecedor do vínculo social, pois possibilita estabelecer um vínculo eventual e inconsciente com algumas pessoas, seja com pessoas que já passaram pela vida do indivíduo e este as resgata ou que ainda passarão. Esse vínculo ocorre de acordo com aquilo que nos faz falta.

Porém, não é nada fácil relacionar-se com novas pessoas em um lugar que lhe é estranho, em que as pessoas falam outra língua e tem uma cultura diferente da sua. Portanto, é preciso estar atento para que esses eventos externos que levam ao sentimento de solidão não se tornem prejudiciais e tragam desconfortos internos, neste caso a ajuda de um psicólogo é muito importante.

Quando se trata de internalizar a dor, o sofrimento, Freud propõe que muitas doenças não são decorrentes apenas de fatores biológicos, para ele o corpo é susceptível também a diversidade de acontecimentos que sucedem na mente, são eventos que se contradizem e se revezam entre altos e baixos ocasionando na somatização, tornando o problema físico e psicológico. Afinal a saúde de um indivíduo se encontra intimamente relacionada à sua própria história.

Por isso, buscar manter uma qualidade de vida saudável, pensando no conjunto mente-corpo, é fundamental para lidar com os desafios de se estar só, fora da sua zona de conforto. Assim, buscar encarar toda vivência como forma de aprendizado e crescimento ajuda na superação desses momentos solitários e auxilia para tirar um bom proveito dos benefícios dessa experiência.

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10 ORIENTAÇÕES
QUE AJUDAM A ENFRENTARAR A SOLIDÃO
DE ESTAR MORANDO EM OUTRO PAÍS

1
FOQUE NO AQUI E AGORA

 

Quando bater o desespero, é importante lembrar do porquê você está ali, quais motivos o levou a ir morar fora do Brasil, quais são seus objetivos, e acima de tudo, que estar ali é a realização do seu sonho. A partir daí, a busca para encontrar o equilíbrio, voltar ao estado de tranquilidade, bem estar e paz deve ser feita sempre pensando no lado positivo.

Existe uma técnica bastante eficaz chamada Ancoragem, nela você se apega a algo (música, comida) ou alguma experiência (festa, reunião familiar) que te fez bem para transformar o sentimento negativo, daquele momento, em positivo.

A técnica consiste em trazer à consciência lembranças boas, de uma ocasião especial, com o máximo de detalhes possíveis. Praticar essa técnica sempre que vierem os pensamentos negativos pode ser de grande ajuda, acabará se tornando um procedimento automático e trará alívio aos momentos mais complicados.

2
APROVEITE OS MOMENTOS DE REFLEXÃO

 

Pensar nas conquistas que teve desde a mudança, refletir e, se necessário, refazer os projetos. Neste momento pode-se utilizar o senso de autoeficácia, descrito por Bandura (1993) como sendo a crença que o individuo possui sobre seu valor e suas potencialidades, tem a ver com autoestima, em crer que com empenho pode se governar acontecimentos na vida chegando ao efeito desejado.

Requer força de vontade para exercer uma determinada conduta, estabelecer metas, esforço, persistência e perseverança frente às adversidades. A autoeficácia ajuda a progredir em diferentes setores da vida. Não se trata de possuir certas capacidades, mas sim de acreditar que as tem, ou que pode adquiri-las por meio de esforço pessoal.

3
BUSQUE A RESILIÊNCIA

 

Pensar também nas dificuldades é importante para destacar as superações pela qual passou e que, de certa forma, trouxe aprendizado, para em um próximo desafio saber lidar da melhor forma, amenizando seu impacto.

Essa capacidade que permite que uma pessoa previna, minimize ou supere os efeitos nocivos das adversidades denomina-se resiliência, na qual a pessoa aprende a lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão independente da situação e tem como características fixas a sociabilidade, a criatividade na resolução de problemas e um senso de autonomia e de proposta.

Ela ocorre de diferentes formas em diferentes indivíduos e em diferentes contextos, a grandeza dada ao problema está diretamente relacionada ao sujeito em questão. Ela pode ser natural da pessoa, bem como pode ser aprendida de acordo com as dificuldades que o indivíduo enfrenta

4
DESENVOLVA INTELIGENCIA EMOCIONAL

 

A saudade, muitas vezes, traz consigo o sentimento de solidão e, por mais que surja como um pesar, é importante compreender que ela tem um lado positivo, o lado das boas lembranças, de momentos e pessoas que te fazem sentir bem.

Além de ser um ótimo momento para desenvolver a denominada Inteligência Emocional, que envolve as capacidades: de perceber, avaliar, compreender e expressar emoções; de gerar sentimentos que facilitam o pensamento; e de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual.

5
FAÇA CONTATO E TROQUE EXPERIÊNCIAS

 

Redes sociais, blogs e canais informativos são sistemas desenvolvidos para possibilitar a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informações. Essas mídias abrangem diversas atividades que permitem a interação social, através da troca de experiências, fotos, vídeos e áudios.

Esta interação e a maneira na qual a informação é apresentada depende da perspectiva de quem a compartilhou e está de acordo com sua história, suas experiências e visão de mundo.

6
NÃO PARE DE TREINAR SEU NOVO IDIOMA

 

Fortalecer o idioma é impressindível, além de agregar conhecimento para a vida profissional, possibilita um melhor entendimento dos costumes locais.

Para Piaget, o conhecimento é um instrumento de “adaptação”, que ele entende como sendo a medida da equilibração do meio interno, provocada pelo meio externo.

Desta forma, aprender o idioma local facilitará a adaptação a tudo aquilo que está relacionado ao país em que está vivendo, tudo será ressignificado de forma a tornar sua estadia menos complicada e ajudará a manter o equilíbrio para levar adiante.

7
ESTEJA ABERTO(A) A NOVAS EXPERIÊNCIAS

 

É importante estar aberto a novas experiências, buscando sempre mais conhecimento, isso faz bem para a auto-estima e ajuda a passar o tempo. Manter-se fechado poderá dificultar ainda mais a vivência.

Aprender a ter flexibilidade amplia a compreensão das coisas e pessoas. Estudiosos da mente afirmam que indivíduos mais resistentes não se adaptam à novas experiências e dificultam o bem viver, levando a uma depressão de difícil cura. Pode-se por exemplo aprender sobre a gastronomia e a cultura local, conhecer novos sabores e novas formas de fazer arte pode ser útil em várias segmentos da vida.

Ser flexível não quer dizer perder a personalidade, mas sim, estar apto ao novo e, principalmente, a si mesmo. É aceitação da naturalidade da vida, que por si só muda a cada momento, buscando se adequar para que haja um maior crescimento.

8
FAÇA AMIGOS

 

Relacionar-se com pessoas é outro ponto importante, fazer amigos traz a sensação de pertencimento, interagir amplia os horizontes seja aguardando o metrô ou na fila do mercado.

Ocupar-se dos relacionamentos sociais, na psicanálise, significa admitir certa objetividade social, o ser humano não se resume a sua individualidade, ele é feito de interações, de vivências. Ele cresce mediante as trocas sociais, ele ensina e aprende.

Significa pensar a realidade social, não como a única que vale, mas como algo construído, que pode alterar-se e variar.

9
PRATIQUE ALGUM ESPORTE
OU ATIVIDADE FÍSICA

 

O bem-estar durante o processo de adaptação é algo individual e deve compreender as mais importantes áreas da vida: a física – fazer caminhadas, atividades ao ar livre pode ser muito prazeroso e está diretamente ligada ao aspecto mental, pois “corpo são, mente sã” e a emocional, que é necessária para lidar com estímulos ambientais e adaptativos.

Caso algum desse aspectos não esteja bem é importante buscar ajuda, rever as estratégias e até mesmo reavaliar a decisão de morar em outro país. Buscar ajuda de um psicólogo que fale o mesmo idioma pode ajudar a se fortalecer e repensar todo o processo.

10
CONTE COM A AJUDA PROFISSIONAL
DE UM PSICÓLOGO

 

Saber reconhecer que está havendo dificuldade também é muito importante, é a partir daí que começa o processo de entendimento e consequentemente de recuperação. Identificar os pontos fracos vai ajudar a superá-los.

ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA ONLINE
POR VÍDEOCONSULTA

 

A questão é aos poucos e com o tempo passar a se sentir mais confortável na nova vida que você escolheu, resgatar o bem-estar e dar continuidade ao sonho de viver em outro país. A psicologia, nestes casos, auxília com o objetivo de que as pessoas se empoderem da sua saúde emocional.

Para quem está morando fora do país a orientação psicológica online é uma ferramenta muito útil. Através desse serviço devidamente aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia do Brasil, você pode consultar um psicólogo brasileiro através de um moderno sistema de vídeoconsulta.

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