5 ORIENTAÇÕES DE UMA PSICÓLOGA HOSPITALAR PARA LIDAR DE MANEIRA ASSERTIVA COM UM DIAGNÓSTICO GRAVE

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Ninguém escolhe ser diagnosticado com uma doença grave, não é mesmo? Alguém pode estar levando uma vida normal, trabalhando, realizando seus passatempos, tendo momentos de lazer com família e amigos… e, de repente, surgir algum desconforto físico, náuseas ou dor.

Normalmente esses desconfortos não são investigados imediatamente, mas quando os sintomas permanecem aí sim começa a preocupação, então se chega a decisão de que é preciso procurar um médico. Após consulta e exames, vem o resultado, e se descobre que tem uma doença grave que precisa de cuidados.

E agora? O que fazer? Como se preparar mental e emocionalmente para enfrentar isso? 

Em alguns casos a doença aparece em um incomodo repentino, que necessita de atendimento de urgência, e então surge o diagnóstico de uma patologia que desestrutura toda a dinâmica pessoal, interpessoal e laboral, com consequências mais agudas como no caso de infartos ou acidente vascular encefálico onde é imprescindível à ajuda mais ativa de membros familiares . Então vem a pergunta: E agora, como será a minha vida?

Me chamo Daniela Simões Peres, sou psicóloga clínica, fiz aprimoramento em Psicologia Hospitalar pela Casa de Saúde Santa Marcelina, hoje sou psicóloga hospitalar e acho esse tema de ter que aprender a lidar emocionalmente e psicologicamente com uma doença grave muito importante. Sinto uma emoção forte em poder ajudar pessoas a se organizarem e poderem ter mais equilíbrio, inteligência emocional e se estabilizar para ter o tratamento mais assertivo possível.

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ENTENDA MELHOR OS TIPOS DE DIAGNÓSTICO

 

É interessante entender antes de mais nada que tipo de diagnóstico você tem. Não apenas no nome, mas suas características. Se é algo crônico, ou seja, de logo prazo ou uma patologia com um ciclo menor, entre outros fatores. Para assim poder ter uma ideia mais clara e se planejar.

DOENÇAS CRÔNICAS OU AGUDAS

 

As doenças crônicas são definidas como aquelas que persistem por períodos superiores a seis meses, não oferecem risco iminente de morte, mas merecem atenção e cuidados diários para que não ocorra piora, que consequentemente podem deixar o quadro clínico do paciente mais delicado, como por exemplo hipertensão, doenças autoimunes e diabetes.

As doenças agudas aparecem de forma súbita, com causa definida, evolução característica, com fim definido, em geral de curta duração, podendo ter uma tendência espontânea para cura total, a menos que, por sua gravidade, provoque a morte do paciente. São exemplos, a dengue, resfriados, fraturas.

DIAGNÓSTICO PROGRESSIVO E REINCIDENTE

 

As doenças progressivas são consideradas mais sintomáticas e evoluem com o passar do tempo, sendo necessário acompanhamento frequente com equipes multidisciplinares. A evolução faz a sensação de incapacidade aumentar, o que causa um grande sofrimento emocional tanto para o doente como para os familiares, já que toda a dinâmica familiar se vê modificada, havendo muitas vezes a inversão de papéis familiares. Doenças consideradas progressivas, são por exemplo, esclerose lateral amiotrófica (ELA), esclerose múltipla, Alzheimer, entre outras.

As reincidentes não tem acometimentos tão desestruturantes para a família a longo prazo, já que se alterna em períodos de remissão parcial ou total dos sintomas, com a exacerbação em alguns momentos, necessitam de cuidado e atenção e manutenção de acompanhamento especializado. O estado de alerta é constante para todos o que pode desenvolver sinais ansiosos, devido ao receio de uma nova crise. São exemplos, a asma ou lupus.

TENHO UM DIAGNÓSTICO SÉRIO
E AGORA???

 

Nesse momento, que rompe com os padrões de estabilidade emocional, surgem muitos sentimentos e pensamentos negativos que podem gerar isolamento, ansiedade, tristeza, preocupação, medo, raiva, incompreensão, entre outros. Após este momento, você tem duas opções: Fingir que nada está acontecendo (fuga) ou enfrentar e seguir com acompanhamentos e exames complementares. Em qualquer uma das decisões o apoio de familiares e amigos é de suma importância.

O medo surge por não conhecer como será o caminho, se terá cura, se sentirá dor. A maior preocupação é o tempo, a vontade de ter o controle total da sua vida, o receio de ficar dependente, de deixar de ser produtivo.

Nesse momento, é importante organizar os pensamentos. Se necessário pegue um papel e escreva todas as orientações recebidas da equipe de saúde, todas elas são importantes e vão te ajudar a obter melhoras.

A raiva do porque não se cuidou, ou até mesmo a pergunta: Porque comigo?!. Ninguém escolhe ficar doente, não é mesmo? Mas nosso corpo as vezes precisa de manutenção, como diversos aparelhos ou equipamentos que temos em casa, nosso corpo é uma máquina, e é nossa responsabilidade a partir do momento que descobrimos uma falha, procurar o defeito e realizar a manutenção, para que ele volte ao seu funcionamento normal, ou o mais próximo disso.

Baseada em meus conhecimentos como psicóloga e em atendimentos que realizei durante minha carreira clínica, irei passar algumas dicas psicológicas para você que foi diagnosticado ou que tem alguém próximo que tenha sido.

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DE UMA PSICÓLOGA HOSPITALAR
PARA  LIDAR DE MANEIRA ASSERTIVA
COM UM DIAGNÓSTICO GRAVE

 

1
MANTENHA A CALMA E SIGA O PROTOCOLO

 

De repente, você se depara com uma infinidade de guias e encaminhamentos médicos, várias dúvidas, medos, angústias… o melhor a fazer é buscar informações com seu médico, ele será a pessoa que poderá explicar sobre o tratamento, eventuais intercorrências ou evolução da doença.

Marque as consultas necessárias, faça exames e inicie o tratamento. Mas é válido duvidar, consultar outros médicos, refazer exames, mas sempre com muito cuidado e se lembrando que para superar uma doença grave é preciso começar o tratamento o quanto antes.

E se puder ter um acompanhamento psicológico tenha, pois organização e treinamento mental é tudo.

2
TENHA SUA REDE DE APOIO

 

Sua família e amigos são seu maior apoio nesse momento. Pense em todos os momentos de alegria que passou na sua vida… Sempre teve com quem dividir, não é mesmo?!

Portanto, em um momento difícil como o do enfrentamento de uma doença grave eles também vão exercer papel importante para ajudar a superar adversidades, tudo fica mais fácil quando temos alguém para compartilhar, ainda mais quando são pessoas importantes na nossa vida. E tenho certeza que o vínculo e carinho entre vocês só irão aumentar.

3
SIGA AS ORIENTAÇÕES MÉDICAS

 

O começo de qualquer tratamento é difícil, não se boicote, não finja que nada está acontecendo, sua saúde é o primordial para manter tudo o que você tem, nada é mais importante, concorda? Sua família, seus amigos torcem por você, não podemos desapontá-los.

4
REPENSE SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL 

 

Se estiver muito difícil lidar com os sentimentos e emoções, assim como pensamentos que ruminam e te despertam sensações desagradáveis, procure auxilio de um psicólogo, que te ajudará a reorganizar esse turbilhão de sensações novas.

Não se esqueça, de que mais de que qualquer orientação, mesmo que elas sejam de extrema importância, você é o principal condutor da sua vida, sua força de vontade, sua motivação em obter melhoras e restabelecer a rotina perdida depende de você!

5
APRENDA MAIS SOBRE CONTROLE DE ANSIEDADE

 

A ansiedade é comum, uma vez que o desejo é dormir e acordar sem nenhum desconforto, assim como o entristecimento e choro, que é uma forma de ajustamento a todas essas mudanças ocorridas. Se não trouxerem outros tipos de limitações, são normais ao momento, não se preocupe.

Mas saiba que existem técnicas de relaxamento, controle respiratório e cognitivo para ajudar a controlar os sintomas da ansiedade.

DÊ UM PASSO DE CADA VEZ

 

diagnóstico, doença crônica, doença séria, tratamento, psicóloga online, terapia de bolsoTodas as pessoas que se deparam com uma doença grave, vão ter emoções e pensamentos parecidos, ter medo no começo, se questionar sobre a rotina que vem levando, se culpar por não ter dado atenção a sua saúde é como se sua vida passasse toda na sua frente nos momentos seguintes.

Depois de passado o choque inicial, as emoções vão mudando, ás vezes pode se sentir estressado pela nova rotina: Médicos, exames, etc. Ás vezes os resultados não aparecem conforme gostaria, afinal, a doença surge muitas vezes de uma hora para outra, mas o restabelecimento da saúde, normalmente demora, e lidar com esse tempo pode ser desmotivador.

Quando a doença acomete permanentemente uma pessoa, o familiar se torna o responsável pelos cuidados, o que pode gerar sobrecarga e estresse diante da dependência do ente, que necessita de assistência integralmente, a insegurança de estar fazendo tudo conforme orientado. Não se pode esquecer que os familiares também merece cuidados diante da responsabilidade que é cuidar de alguém.

Independente da fase que esteja enfrentando, pode contar comigo para auxiliá-lo a organizar o que se encontra desorganizado. Se achar que a orientação de um psicólogo pode te ajudar a se fortalecer consulte minha agenda para atendimentos online aqui. Agende uma sessão de terapia online e seja atendido de onde você está.

Volto em breve com mais reflexões e orientações sobre o tema de Psicologia Hospitalar, enfrentamento de diagnósticos e temas similares 🙂

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Daniela Simões

Sou psicóloga, com aprimoramento profissional em psicologia da saúde, possuo especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental. Atualmente, faço acompanhamento psicológico a pacientes em internação domiciliar em um programa federal na cidade de São Paulo. O papel fundamental da psicoterapia é proporcionar o autoconhecimento, uma atenção as nossas emoções, sentimentos e comportamentos, já que muitas vezes não sabemos lidar com os estresses e sobrecargas diárias. Permita-se um cuidado diferenciado a você. Acredite no seu potencial, afinal as mudanças ocorrem quando decidimos que podemos melhorar cada dia mais. (CRP 06/98633)