CYBERBULLYING – 5 CASOS PARA VOCÊ ENTENDER O QUE É

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No artigo anterior falamos sobre o crescente uso das redes sociais e pensamos um pouco sobre como conseguir usá-las de maneira à favorecer uma comunicação saudável entre os envolvidos. Porém sabemos que a comunicação construtiva e respeitosa está se tornando cada vez mais rara, enquanto parecem aumentar os usos dessas tecnologias para fins de agressão, imposição de ideias e até disseminação de ódio.

Estamos tão acostumados com essa forma agressiva de usar redes sociais e afins que acabamos por não dar importância para possíveis efeitos que isso possa trazer na vida offline, e pensamos que o que ocorre na internet, fica na internet. Entretanto, não é o caso.

A maneira como usamos as ferramentas online influenciam muito como vivemos nossa vida offline também, além de que muito do que ocorre em ambientes como trabalho, escola e faculdade acaba sendo levado também para o ambiente online e lá pode ter seus efeitos e consequências potencializados.

Isso significa que os conflitos que existem em ambientes fora da web são muitas vezes levados para dentro dela e acabam tomando proporções muito maiores. Isso pode ser visto melhor do que nunca atualmente com o fervor das discussões eleitorais na internet incendiam relações pessoais e familiares na vida real.

Mas até onde podem ir os efeitos do uso indevido das redes sociais nas nossas vidas? Para entender um pouco sobre isso, vamos olhar para um fenômeno que têm causado enorme mobilização social, mudanças de legislaturas e pesquisas científicas no mundo inteiro: cyberbullying.

O QUE É O CYBERBULLYING

 

No meu primeiro artigo aqui no blog Terapia de Bolso, que você pode ler clicando aqui, escrevi um pouco sobre o que era bullying e como identificá-lo na prática. Lá vimos que a definição mais simples de bullying é a agressão sistemática entre pares no ambiente escolar.

O cyberbullying (que seria literalmente o bullying ocorrendo na internet ou nas redes sociais), no entanto, tem se mostrado talvez mais grave e mais difícil de se combater que o original, pois o fenômeno deixa de estar restrito à escola e passa a alcançar uma esfera praticamente ilimitada.

A agressão sistemática que era interrompida no momento em que a vítima não se encontra na escola agora pode ocorrer ininterruptamente, com a possibilidade de mais pessoas se envolvendo na agressão e com a situação exposta a também um número muito maior de pessoas.

Essa escalada de proporções faz com que o cyberbullying tenha já causado eventos trágicos que ganharam grande atenção midiática, alguns dos quais vamos relembrar aqui para alertar para a seriedade desse fenômeno.

5 CASOS DE CYBERBULLYING
PARA VOCÊ ENTENDER O QUE É

1

 

Um dos primeiros casos a ganhar atenção midiática internacional e que até hoje é uma referência do cyberbullying é o caso de Megan Meier.

A jovem de apenas 13 anos tirou a própria vida em Outubro de 2006, após ouvir do seu “namorado virtual” Josh que o mundo seria melhor sem ela. A questão é que o perfil de Josh era falso e fora criado por membros de uma família da vizinhança, incluindo uma amiga de Megan e sua mãe, que sabiam da instabilidade emocional da garota e quiseram se vingar por um conflito causado na escola.

Os pais da garota criaram uma entidade não-governamental para combater bullying e cyberbullying mundialmente que incentiva pesquisa e faz trabalhos de apoio relacionados ao problema.

2

 

Outro caso muito conhecido mundialmente é o da canadense de 15 anos, Amanda Todd.

A jovem tirou a própria vida logo após postar um vídeo relatando seu histórico de bullying e perseguições que viralizou na internet em 2012. O que desencadeou o quadro clínico de depressão da garota foram as exposições de fotos de seu corpo nu na internet.

3

 

De maneira similar, ocorreu no Brasil o caso de Júlia Rebeca, 17 anos, que tirou a própria vida após ter um vídeo íntimo compartilhado por meio de redes sociais.

Ambos os casos retratam um acontecimento cada vez mais recorrente: à exposição de fotos e vídeos íntimos na internet é uma das formas mais comuns de cyberbullying.

4

 

Os casos citados acima, como muitos outros, retratam cenários em que a internet foi intencionalmente usada para criar a agressão e que o bullying que já existia no ambiente offline foi passado para o online. Entretanto, pode ocorrer ainda o oposto, como foi o caso do canadense Ghyslain Raza, que viralizou na internet como o “Star Wars kid“.

Esse caso felizmente não terminou em suicídio, mas gerou uma série de ataques violentos ao garoto, então com 14 anos, inclusive sugerindo que ele cometesse suicídio. Nesse caso, tudo o que bastou para desencadear os ataques foi a viralização de um vídeo em que o garoto aparece imitando um guerreiro Jedi, da série Star Wars do cinema.

5

 

Um caso similar no Brasil foi o de Nissim Ourfali cuja família chegou a entrar com um processo contra a Google para tirar o vídeo viral de seu bar Mitzvag da internet.

Depois de ver esses casos fica mais clara a diferença que a internet faz em casos de bullying: um vídeo engraçado e vergonhoso que ficasse restrito à uma sala de aula de 30 pessoas provavelmente não geraria todo o sofrimento que passou o jovem Ghyslain Raza.

Assim como casos como o de Amanda Todd talvez teriam se cessado se não fosse possível a perseguição contínua mesmo fora da escola ou após mudar de instituição.

No entanto, o mais importante ao olhar para esses casos não é simplesmente ficar triste, mas perceber que a maneira que utilizamos as mídias sociais impacta diretamente nesse fenômeno. Se usamos a internet para agressões, intolerância, violência, discursos de ódio, conflitos e perseguição ela continuará a ser usada para propagar esse tipo de fenômeno.

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VIDEOTERAPIA: UMA FERRAMENTA ONLINE
QUE PODE AJUDAR

 

O cyberbullying não se limita aos muros das escolas nem ocorre apenas entre jovens ou estudantes. Todos os usuários da internet contribuem na formação da sua comunidade e de suas regras de convivência, da mesmíssima forma que fazemos na “vida real”. Precisamos aprender a usar as mídias sociais para nos fortalecer e nos aproximar das pessoas em vez de incentivar a violência.

Os conflitos nas redes sociais não se relacionam apenas com o cyberbullying, mas também com a grande incidência de quadros de transtornos mentais de ansiedade e depressão.

Aqui no Terapia de Bolso incentivamos o bom uso da internet no incentivo ao bem-estar psíquico através do blog e de sessões de videoterapia totalmente online.

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Marco Ricardi de Abreu

Realizo atendimento clínico particular em São José do Rio Preto/SP tendo como principal referencial teórico para essa prática a Esquizoanálise de Giles Deleuze e Félix Guatarri. Através dessa abordagem busco oferecer um atendimento que aumente a potencialidade da pessoa, ou seja, que a ajude a se desenvolver como indivíduo por meio de uma visão integradora das partes emocionais, biológicas e sociais que o compõe. Tenho experiência em trabalhos individuais, em grupos, instituições e organizações. (CRP 06/143002 )