BURNOUT: SINTOMAS, PREVENÇÃO E TRATAMENTO – ORIENTAÇÕES DE UMA PSICÓLOGA ONLINE.

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Você sabe o que é burnout?

Por acaso você alguma vez já se sentiu “sugado” ou “esgotado” daquilo que está fazendo? Ah, pois aí está, podemos então começar a falar aqui da definição desta “coisinha” com nome estranho chamada burnout.

Sabemos que o trabalho além de constituir uma fonte de renda, é também importante para a autoestima e, é um meio através do qual é estabelecida a maior parte dos nossos contatos sociais.

Por outro lado, pode ser uma fonte de estresse, pois muitos empregos são precários hoje em dia, e muitos de nós temos a necessidade de ganhar dinheiro mas não gostamos necessariamente daquela atividade que realizamos. Temos também, por vezes, que lidar com o excesso de horas de trabalho, os conflitos interpessoais como má comunicação com colegas e chefias, entre outras.

Ressaltamos então, que todos estes fatores podem contribuir para o desenvolvimento de um impacto negativo no ambiente familiar e social, na saúde física e mental, e também no próprio funcionamento do local de trabalho e produção da empresa.

Nos últimos anos tenho recebido inúmeros casos de pacientes que apresentam sinais e consequentemente diagnóstico do conhecido burnout. É engraçado pensar que para muitos, há poucos anos atrás, nem teríamos ideia do que esta palavra estrangeira significa.

Para iniciarmos este texto, é importante que o leitor saiba do que vamos falar, afinal em muitas das vezes utilizamos nomenclaturas pouco claras a toda a gente. Por isso a ideia aqui é facilitar a compreensão em prol de sermos claros e de fácil acesso.

DEFINIÇÃO E CAUSAS

 

Acredito que para todos, o trabalho, ou aquela atividade que exercemos no dia a dia é não só uma fonte de renda, como também é um meio através do qual estabelecemos a maior parte dos nossos contatos sociais. Massss… para além disso, em certos momentos, o trabalho pode ser uma fonte de estresse, devido a exercermos uma atividade que não gostamos, excesso de horas de trabalho, aos conflitos interpessoais como má comunicação com colegas e chefias, entre tantos outros.

Assim o burnout define-se como sendo o esgotamento, exaustão ou desgaste que a pessoa sente devido às exigências excessivas de energia, força ou recursos profissionais. Quando uma pessoa se encontra em um estado emocional e de ânimo ruim e de extremo cansaço proveniente do seu trabalho.

O burnout se desenvolve devido ao stress crônico do mundo laboral, quando as exigências do trabalho e a percepção das capacidades do trabalhador não coincidem.

Portanto, é comum que o burnout ocorra quando se trabalha demasiado (muitas horas por dia), com poucos descansos, má alimentação, má qualidade do sono e pouco autocuidado (tanto a nível físico – prática de atividades físicas – como a nível emocional – cuidados com a mente).

É comum ainda que ocorra com pessoas que dedicam tempo e pensamentos ao trabalho mesmo fora do horário laboral, ou seja, aquelas pessoas que levam o trabalho para casa. Ou também aquelas pessoas que não encontram-se envolvidas em atividades que promovam prazer e momentos de lazer, ou seja, momentos estes que reduziriam significativamente os níveis de stress, ansiedade e demais sintomas.

“Quando o trabalho é prazer,
a vida é uma grande alegria.
Quando o trabalho é dever,
a vida é uma escravidão.”

Máximo Gorki

 

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SINTOMAS, PREVENÇÃO
E TRATAMENTO

 

Ok, entendemos então quais as definições e causas do burnout, então agora vamos tratar de falar aqui dos sinais/sintomas e como tratá-los /prevení-los, certo?!

Os sintomas mais comumente observados nos casos de burnout são primeiramente, relatados pelos pacientes, como sendo os sintomas físicos.

Nós na prática clínica comumente os chamamos de sintomas psicossomáticos, pois sabemos que eles aparecem quando o sistema emocional já se encontra tão sobrecarregado que ele da sinais ao corpo de que as coisas na mente já não andam bem há algum tempo.

Sendo assim, vale aqui colocarmos um adendo muito importante, que é você leitor, estar atento, cada vez mais aos sintomas afetivos, cognitivos e comportamentais. Por que assim conseguirá buscar ajuda antecipadamente, e terá grande chances de evitar os sintomas físicos.

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SINTOMAS FÍSICOS

 

Mas vamos voltar lá nos sintomas físicos, são eles:

  • Fadiga;
  • Insônia;
  • Dores de cabeça;
  • Queixas musculares;
  • Hipertensão arterial;
  • Falta de ar e/ou aperto no peito;
  • Coração acelerado e/ou taquicardia;
  • Lentidão ao realizar as tarefas simples;
  • Mudança no apetite – perda ou ganho de peso;
  • Dores de barriga, diarreia e/ou cólicas intestinais;
  • Problemas cutâneos como alergias e/ou irritações;
    Entre outros.

Como eu mencionei ali acima, os sinais físicos são os últimos a aparecer, por tanto vou pontuar aqui os sinais que falei acima, que são aqueles que devemos ter maior atenção no dia a dia, visando prevenir o desenvolvimento dos sintomas físicos.

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SINTOMAS COGNITIVOS

 

Temos então os sintomas cognitivos e comportamentais, que são:

  • Apatia;
  • Tristeza;
  • Desânimo;
  • Isolamento;
  • Preocupação;
  • Irritabilidade;
  • Agressividade;
  • Perda e/ou lapsos de memória;
  • Dificuldades de atenção e de concentração;
  • Abuso de substâncias como álcool e/ou drogas;
  • Dificuldade em gerir os seus sentimentos e a facilidade em chorar;
  • Comportamentos de risco como apostas em jogos e propensão a acidentes;
  • Sensação de inutilidade, como se nada estivesse suficientemente bem feito;
  • Diminuição da autoconfiança, do auto-conceito, da autoestima e da autoimagem;

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TRATAMENTO

 

Por fim, vamos então falar sobre como tratar o burnout, visando a melhoria da qualidade de vida da pessoa. Onde serão realizadas mudanças a nível profissional e pessoal, com o intuito de trazer a esta pessoa melhores condições de trabalho e das relações profissionais.

O primeiro passo é ir em busca de um profissional da Psicologia, é aquilo que chamamos de “tenha um psicólogo(a) para chamar de seu”.

Onde você irá relatar os eventos ocorridos e este profissional poderá, através do seu histórico, envolvimento e realização pessoal no trabalho, fechar o diagnóstico e dar início ao seu tratamento.

Tratamento este, que na maioria dos casos inclui psicoterapia, atividade física e exercícios de relaxamento e quando for necessário o uso de medicamentos para lidar com os sintomas. Que devem ser receitado dados por um Psiquiatra indicado por si ou pelo seu Psicólogo, para os casos que justificam farmacoterapia e a psicofarmacologia.

Vale ressaltar aqui que a psicoterapia pode ajudá-la a compreender melhor as razões que o levaram a desenvolver o burnout e a evitar procedimentos semelhantes no futuro.

Leia também meu artigo sobre terapia para pessoas ansiosas e com doenças autoimunes.

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VIDEOCONSULTA
E TERAPIA ONLINE

 

Se você identifica, ou conhece alguém que encaixa neste perfil e/ou com as manifestações desta síndrome (Burnout) descrita acima, saiba que você pode modificar o seu estilo de vida, começando por fazer uma boa gestão do seu tempo. Evitando que o foco da sua vida seja apenas o trabalho e as dificuldades que enfrenta nessa área. Avalie o que constitui este problema e quais os recursos que você possui para lidar com ele.

Procure ajuda psicológica para desenvolver aptidões pessoais que lhe permitam lidar com esta e outras situações. E, se possível, modifique as condições de trabalho na qual esta inserido ou mesmo reveja os teus objetivos profissionais.

Lembre-se, gostar do que fazemos contribui muito para a nossa motivação no trabalho. É importante que a profissão de nossa escolha tenha um significado pessoal e contribua para o sentimento de que estamos cumprindo a nossa missão de vida.

Tenha um psicólogo para chamar de seu!

 

 

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Tatiane Fidelis

Psicóloga Clínica, Doutoranda em Neurocognição e Afetividade e Mestra em Neurocoginição e Linguagem pela Universidade do Porto. Além de Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e em Transtornos Alimentares e Obesidade. Foco no controle de ansiedade (CRP 08/15051).